Começou o jornal, aumenta o volume. Nossa como tá bonita a moça, olha essa blusa. Mas que horror esse assassinato. Tinha que ser esses drogados. Olha só tá passando a rua da Tia lá de Maringá na televisão.
Esses manifestastes vândalos são todos errados.
Que engraçadinho esse nenê, olha.
Político é tudo ladrão.
Brasileiro é tudo errado mesmo.
Aborto é muito ruim, é uma vida.
Quem faz essas coisas merece ir pra cadeia.
Que pena, tão jovem e morreu desse jeito.
Nossa que incêndio terrível.
Gente rica pode, né?
A culpa é da copa.
A culpa é da mãe que não educou.
A culpa é da sociedade.
A culpa é das drogas.
A culpa é dela que se vestiu assim. Tá todo errado esse mundo mesmo.
Olha só dois homens querendo casar.
Não tenho nada contra mas se fosse meu filho eu não ia querer.
Duas mulheres querem ter um filho?
Imagina como isso vai ser ruim pra criança, né?
Mãe, a senhora tem um tempinho pra conversar comigo?
Espera um pouco filha, que vai começar a novela e hoje ela tá boa.
Textos Aleatórios. Que eu escrevo quando dá vontade, quando tem impulso, quando não dá para controlar e saio correndo em busca de papel e alguma coisa para escrever. Inspirado em pessoas que eu conheço, em desconhecidos e às vezes em mim. São textos de momento. Talvez eles caibam no seu momento também.
A primeira vez que eu dei flores para uma mulher (que não fosse a minha mãe) foi quando eu tinha 15 anos. Ela foi a minha primeira namorada. Comprei um buquê de rosas vermelhas. Mas nosso namoro durou 2 semanas. Ela disse: -Beto, eu não gosto taaanto assim de você, estou afim do Pedro. Não estamos mais namorando. Nosso namoro foi como o buquê. Vivo, bonito e encantador no começo. Mas morreu logo, não tinha raízes. E assim como as flores que dei pra ela, esse amor foi parar no lixo. A segunda vez que dei flores para uma mulher foi quando eu tinha 20 anos. Ela tinha visto em algum site um texto onde um cara entregava um buquê de rosas e dizia "Vou deixar de te amar só quando a última flor morrer", aí tinha uma flor de plástico que nunca morria. Ela achou tão lindo que eu fiz o mesmo. Os olhos dela brilharam quando eu entreguei o buquê imortal. Não deu meia hora e ela já nem ligava mais. E, novamente, nosso namoro foi como o buquê. Morto desde o começo, ficava ali parado, parecendo bonito, durando pra sempre. Namorei por 7 anos, amei durante 2. Quando ela foi embora, levou as coisas e só sobrou o buquê. E plástico se decompõe só em uns 100 anos. --- Hoje vou me encontrar com a Débora, faz um mês que a gente tá junto. Levarei flores.
-Oi! Toma aqui um pacotinho de sementes. -Humm, rosas! Minhas preferidas! - disse ela enquanto ria e fingia sentir o delicioso cheiro de flores vindo do pacotinho.
"No centro de São Paulo, próximo à efervescente cena musical da Rua Augusta, o fotógrafo Rafael Kent clicou centenas de artistas em seu Studio.
Mas por que não registrar também aquilo que move a engrenagem do cenário musical? Por que não retratar a própria música?
Assim surgiu o Studio62.
Um projeto que convida artistas para uma experiência minimalista longe dos palcos. É numa atmosfera intimista em que apenas os equipamentos do Studio os cercam, para fazer com que a música se mostre direta e cruamente ao público.
Na contra-corrente das grandes produções, o Studio62 quer buscar esse estado mais fundamental da música e do artista, o momento mais autêntico da relação entre ambos e a forma que se apresenta ao público." (via Projeto Studio62)
Conheci o projeto pelo vídeo do Tiago Iorc (que foi o primeiro!), e me apaixonei. São vídeos lindos , intensos, simples e incríveis. Se você ainda não conhece esse projeto, veja os vídeos aqui.
Esse é o vídeo do Tiago Iorc, interpretando "Tempo Perdido"
Um dos meus favoritos, é esse da Negra Li, interpretando "Saudosa Maloca", de Adoniran Barbosa. Usando somente a voz e o corpo. Incrivel.
Nesse vídeo, Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno, faz a versão acústica de "Diga, parte 2". Uma das músicas que me dão aquele nó na garganta. E me faz pensar "Queria ter escrito isso.".
Esses são meus três vídeos favoritos!
Espero que se encantem e se emocionem com os vídeos também. E divulguem para os amigos, coisas boas devem ser compartilhadas!
Ontem (13/07/2013) participei da minha primeira Marcha das Vadias. E foi bonito. Tantas pessoas lindas, fortes, lutando contra tudo aquilo que já te prendeu um dia, lutando pelas suas mães, avós e irmãs. Lutando pelo que deveria ser ÓBVIO, que é o respeito e a igualdade entre todxs, que infelizmente ainda não existe. Lutando contra os padrões, lutando contra padrões que nos perseguem todos os dias, de todos os lugares, levantando-se contra o machismo. Foi lindo.
"Mas gente, vocês podem votar, tem mulher trabalhando como motorista de ônibus, a presidenta é mulher, pra que essa luta toda?"
Olha, é TANTA coisa errada que é difícil explicar tudo.
A mulher precisou LUTAR pelo direito de votar, para participar das escolhas políticas que influenciam as suas vidas e que criam leis que devem ser seguidas por todxs. Não te parece injusto? A mulher que dirige um ônibus, ou faz um trabalho que antes era trabalho exclusivo para homens, vai ser muito mais cobrada que um homem, se cometer um erro, vão dizer que é porque ela é mulher (como se isso fosse um insulto do qual deveríamos nos incomodar em ser). A presidenta é mulher. Okay. Em CENTO E VINTE E QUATRO anos de república, essa é a PRIMEIRA presidenta. É até esquisito para o nosso vocabulário usar presidenta, de tanto tempo que essa palavra ficou guardada nas gavetas.
A gente cresce aprendendo que boneca é coisa de menina, carrinho é coisa de menino, azul é cor de menino, rosa é cor de menina. E ainda é assim. Tem kinder ovo pra menina e para menino. E quem quiser brincar com os dois? Vai ser errado? Seu filho não pode brincar de ser pai? Sua filha não pode brincar de corrida de carrinhos? Claro que pode. Boneca devia ser apenas boneca e não brinquedo de menina.
E então crescemos mais um pouco e somos bombardeados com mais divisões. Menina não pode namorar, perder a virgindade, sair de casa de noite. Meninos devem. Mas e se a menina quiser? E se o menino não quiser? E se eles não se encaixarem nesse padrão normativo? Eles vão estar errados? Não.
A televisão mostra que devo ter meu cabelo liso, ondulado, a moda agora é usar salto, usar preto, usar brilho, ter nariz assim, ter peito médio, ter bunda grande, ter pele clara, diz que devo me preparar para o verão. Se preparar para o verão é o cúmulo, né? Como se fosse uma prova importante e você precisasse malhar e ficar que nem a modelo da foto de biquini para ganhar um selo de aprovação.
Fica aqui o manual definitivo de como se preparar para o verão:
1-Espere o verão chegar.
2-Pronto.
Parece fácil, mas antes de sair gritando nas ruas, a gente luta uma guerra grande com nós mesmxs. De se olhar no espelho e falar: Cara, hoje eu tô demais. De não se encaixar no padrão de corpo e comportamento e SABER que tudo bem. De aprender a não julgar o outro pela roupa, pelo corpo, pela raça, pela opção sexual.
Eu quero mandar no meu útero. Quero ter poder escolher se quero ser mãe ou não. E assim, tem tanta gente querendo ser mãe e não consegue. E se investissem mais na pesquisa para ajudar essas mulheres? E se o processo de adoção fosse menos burocrático?
A luta continua depois da marcha. Lutar todos os dias. Contra o machismo enraizado dentro de nós. Contra essa mídia caga-regra. Lutar contra, mas lutar junto também, conversar com as pessoas, fazer pensar e refletir. Sair da inércia. Não é normal e não vai ser normal nunca estuprar alguém. Não é pra ser notícia e depois virar estatística. E nem é piada. Estupro corretivo não existe, estupro porque ela facilitou não é justificativa. A gente sabe disso, mas tem muita gente que não. É aí que a gente deve chegar. Conversar na escola, em casa e na rua (Por isso marchamos!).
Textos Aleatórios. Que eu escrevo quando dá vontade, quando tem impulso, quando não dá para controlar e saio correndo em busca de papel e alguma coisa para escrever. Inspirado em pessoas que eu conheço, em desconhecidos e às vezes em mim. São textos de momento. Talvez eles caibam no seu momento também.
Aquele menino, sempre tem alguém. Sou do tipo de gente que vive de coração ocupado. Tenho 23 anos e tenho 13 anos de coração ocupado. Já jurei não gostar nunca mais de ninguém, nem que fosse o último cara perfumado da Terra. Mas quem disse que dá pra mandar nessas coisas? NÃO DÁ. Mas olha só que agonia.
Estou aqui escrevendo em um diário, de papel mesmo, e escrevendo com caneta. Minha vó que me deu, hoje em dia é tão difícil de achar uma! Diz ela que guardou desde os tempos de quando ela tinha 20 anos, em 2013. Diz ela que aqueles eram os bons tempos. Ainda existiam celulares com teclas!! A obesidade era grande mas não tanta, algumas pessoas ainda tinham hortas em casa e foi naquele ano que milhares de brasileiros saíram nas ruas para protestar. Diz ela que é por isso que hoje nós conseguimos muitas coisas. O aborto era ilegal naquele tempo, imagine só!
Foi lá que as pessoas começaram a compartilhar sua vida, e ainda se faziam de assustadas quando conversavam com alguém e a pessoa já sabia de tudo. Muitas das conversas eram "Cortei meu cabelo, achei que ficou bom" "Pois é, vi no seu Facebook", "Fiz uma tatuagem" "Eu vi no instagram.", "Acho que estou apaixonada" "Dá pra perceber pelos teus tweets".
Mas eu não estava falando disso. Ia escrever aqui sobre hoje, sobre o que me aconteceu.
Cheguei em casa, passei o dia todo pensando naquela pessoa. Deveria ligar? Hmm talvez não. Conversamos aquele dia, poderíamos fazer um belo par. Perguntei para a Pri, minha amiga do escritório, ela disse que conhecia um site onde você escrevia seu perfil e ele automaticamente procurava um perfil compatível ao seu. Descartei, disse que preferia a emoção de achar um amor sem querer. Sou viciada na sensação que mistura angústia e felicidade escondida.
Essa dúvida é que é incrível. A gente pode deixar pra lá, mas não quer. Quer conhecer o mundo do outro, quer mostrar o mundo que você construiu com todo esforço, com todas as guerras que teve para conseguir a paz interior tão desejada, quer juntar esses dois mundos. E tudo isso pode depender de um "oi", de uma informação que você pede, de um convite que você faz, uma pessoa que você adiciona sem querer em alguma rede social, de uma ligação!!
De qualquer maneira. Cheguei em casa, me joguei com bolsa e tudo no sofá. Chequei meus emails, levantei e fui até a cozinha para pegar uma água.
Acho que deveria ligar para ele, pensei. Aí pronto. "Ligando para Aquela Pessoa" disse o comando de voz, em resposta ao meu pensamento.
(este texto contém pedaços de realidade, de coisas que eu inventei e talvez tenha farelo de biscoito, não há horários para lanchinhos no modo de vida que levo)
(os nomes são fictícios, só pra lembrar)
Fomos. O que era? Nunca definimos ao certo, mas hoje vejo, com a nitidez que o míope vê quando põe os óculos, que era amor. Era grande, era lindo, repentino, espontâneo e verdadeiro. Como amor tem que ser, como foi. Era daquelas histórias lindas, que ia dar gosto de contar no almoço de domingo. A história de como começou, de como atravessamos todas as dificuldades em nome do nosso gostar.
Mas naquele tempo, naquele momento, naquele ano, naquele EU, eu não tinha certeza. Combinamos assim, vamos esperar pra ver no que vai dar, enquanto isso a gente vive esse amor sem nome, sem chamar de amor, mas no fundo sabendo que era. Confesso que foi egoísmo da minha parte. Você chegou assim tão machucado, meu instinto é de cuidar bem perto até que esteja pronto de novo pra voar. Mas eu não sabia se eu queria te deixar voar.
Trocamos músicas, elas agora são suas. Mas não seria amor se você não estragasse uma ou vinte músicas.
Eu, Beatriz, chorei, escrevi tanto sobre ti, sonhei, sorri, mas nunca, nunca duvidei do que você me dizia. Só a minha certeza (aquela certeza de filme, certeza de comédia romântica, que eu acredito fielmente e sei que existe) foi o que me segurou. Uma coisa que eu não senti, uma certeza que me faltou. E eu saí correndo, peguei as coisas, pedi desculpa, deixei um bilhete na geladeira. E eu sabia que não ia ser fácil, não sabia como sair correndo da melhor maneira. Não existe melhor maneira de sair correndo.
Somos. E agora? Mesmo andando e sorrindo por aí, cada um sabe a falta que o outro faz. Quem sabe um dia a gente vai para um bar, bebe algumas cervejas e não esquece disso tudo. Não existe esquecimento.
Tem gente que lembra de um amor antigo com raiva, tem gente que lembra com arrependimento e tem eu, que olho com carinho, sem arrependimento de ter saído assim dos teus planos. Apesar de você, apesar do seu nome esquisito, Teobaldo, ser um dos caras mais admiráveis que eu conheço, e olha que eu conheço muitos caras admiráveis. Apesar de saber que você vai ser um pai e um marido incrível. Torço com a maior sinceridade do mundo, que você encontre a tua mulher.
Porque eu sei que por mais que você diga que não quer mais saber do amor, de mulher, de namoro. Você não desiste. Diz que parou, mas se vê balançado e consegue sonhar com a moça bonita que você viu no metrô hoje. Você é um romântico, um eterno apaixonado. E essa é a sua sina.
Eu não te disse naquele tempo como eu me sentia, porque eu mesma não sabia. Mas hoje, eu te digo, com toda a certeza e conjugado no pretérito perfeito: eu te amei.
Eu não acredito em você, não acredito na sua foto feliz com os amigos, não acredito no teu sorriso. Você não me desce pela garganta. Fica ali, entalada pra sempre, incomodando sem motivo.
Isso importa para alguma de nós? Não.
Mas fazer o que né? Tem gente que o SANTO NÃO BATE, aí você não gosta. Não conhece direito, mas não gosta e não acredita. E nem faz questão. Uma pedra no sapato que quanto mais você chacoalha, mais você se irrita, porque ela não existe. E você tá lá, feito um babaca dançando com o sapato na mão.
Tem gente que me interpreta errado (ou acontece o contrário) e assim fica até o dia em que conversamos. Uma coisa que eu aprendi na minha vida é que a primeira impressão é sempre a errada, e nunca é a que fica. Já não fui com a cara de muita gente que hoje eu tenho um carinho enorme. (ei você que acha que eu sou uma babaca/louca/chata vem conversar comigo pra gente mudar essa idéia) (ou pra confirmar que eu sou realmente uma babaca/louca/chata mesmo e que nos odiamos para sempre)
Eu gosto das pessoas, sabe? Mas tem uns dois, três que não adianta, não me convencem. Não que precisam convencer..................a paranóia é minha, o ódio é meu e a vontade de odiar gratuitamente também é.
Eu só queria saber se as pessoas sentem isso também, ou se devo buscar tratamento.
Textos Aleatórios. Que eu escrevo quando dá vontade, quando tem impulso, quando não dá para controlar e saio correndo em busca de papel e alguma coisa para escrever. Inspirado em pessoas que eu conheço, em desconhecidos e às vezes em mim. São textos de momento. Talvez eles caibam no seu momento também. Eduarda não prometia nada que abrangesse algo além de uma semana. Ela não gostava, achava que o mundo era enorme e aconteciam coisas demais. E era demais dizer "para sempre". Um dia ela conheceu Paulo, começaram a sair, dividiram segredos, começaram a namorar em uma semana. As pessoas ao seu redor metiam suas fuças onde não deviam e diziam: Mas é cedo demais para firmar compromisso algum, vocês estão se precipitando!
E quem disse que ligavam? Eduarda e Paulo saíam, iam ao cinema, aos bares, trocavam cartões, transavam, viajavam, brigavam e se amavam. Mas nunca disseram que amavam para sempre. Era um eu te amo simples, sem promessas, às vezes acompanhados de apelidos, ou acompanhados de "muito, sabia?, como nunca amei ninguém". Mas sempre sinceros, sem o peso nenhum que o "para sempre" tem. Carol fazia promessas, às vezes cumpria, às vezes não. A promessa podia ser para amanhã ou para sempre. Ela acreditava, pelo menos no momento em que prometia, que as coisas seriam assim. Para sempre. Um dia ela conheceu Pablo, começaram a sair, dividiram segredos, começaram a namorar em uma semana. As pessoas ao seu redor metiam suas fuças onde não devem e diziam: Mas é cedo demais para firmar compromisso algum, vocês estão se precipitando! E quem disse que ligavam? Carol e Pablo saíam, iam ao cinema, aos bares, trocavam cartões, transavam, viajavam, brigavam e se amavam. Na primeira vez que disseram que se amavam, prometeram: Eu te amo para sempre. Mas era um eu te amo pesado, com promessas, às vezes ditas sem importância, sem se olharem nos olhos, sem um beijo depois. Se amavam muito, mas foi só no começo, depois só continuaram se amando por inércia. Mas amor assim não dá. E eles sabiam disso. E foi assim que acabou o amor eterno de Carol e Pablo. Eduarda e Paulo se casaram, não com os votos da igreja, criaram seus próprios votos. Eduarda respondeu ao pedido de casamento assim: "Não faço promessas, você sabe, mas gosto de dividir meus medos, as contas e a vida com você. Vamos fazer isso no nosso tempo. Nosso amor é livre, somos livres para deixar o outro. Nós sabemos, mas não queremos. Eu te amo e esse amor só aumenta a cada vez que te vejo, que te beijo. Vamos nos casar!" Tiveram dois filhos, três cachorros e nenhuma promessa que durasse uma eternidade. De vez em quando se desentendiam, mas se entendiam em menos de dois dias. E se apaixonavam um pelo outro. E foi assim até o fim da vida. Era um amor de Vinicius de Morais. E foi eterno enquanto durou.
Com direito à uma pequena playlist para acompanhar o texto!
Now we're back to the beginning
It's just a feeling and no one knows yet,
but just because they can't feel it too
doesn't mean that you have to forget
Let your memories grow stronger and stronger
'til they're before your eyes
You'll come back when they call you,
no need to say goodbye
(The Call- Regina Spektor)
Por faltar tão pouco para acabar o ano, resolvi dar uma olhada em tudo o que aconteceu nele. Uma olhada geral, visão de quem olha para a cidade em cima da montanha, de quem vê os carros passando da janela do quarto andar, de quem está sentado no banco, olhando as pessoas passarem cheias de pressa.
JANEIRO - Esse mês tem sempre gosto de novo, de "esse ano vai ser melhor" e cheio de esperanças. Não lembro de muita coisa de Janeiro. Só lembro que dessa vez ele tinha começado meio triste, com gostinho de final. Aquela coisa de começo do fim.
Estudando naturalmente em um dia normal
FEVEREIRO- A Yu estava aqui ainda, mas logo mais ela já ia voltar para o Brasil. Nós fomos visitar o Museu de Ciências de Nagoya e andamos feito turistas por lá.
É sempre bom ver de novo os velhos amigos. E falo da Yu, não do dinossauro.
MARÇO- O QUE ACONTECEU EM MARÇO? Não lembro, sério. Eta memória boa. Vendo os meus tweets, tive a vaga lembrança de estar enlouquecendo por causa da viagem de formatura, porque não tinha o número suficiente de pessoas. E teve o aniversário do Rafa.
Eu não tenho nem foto de Março, minha gente.
ABRIL- Começou assim:
Foi linda a apresentação (mesmo com o Massa errando).
Abril teve sakura também! Quando fomos no Asakura foi dia de enlouquecer com os pedidos e espetinhos.
Nas duas fotos o Gus aparece no meio, continuemos observando.
MAIO- Pegando dia 30 de abril e o comecinho de Maio, teve o Green Park! Uns dias incríveis que a gente passa nas casinhas e eu sempre apareço em fotos na cozinha (rimou!). E dessa vez foi diferente porque nós fizemos um inimigo secreto, já que não íamos ter tempo no final do ano e nem na viagem. Ganhei uma calcinha e uma tiara com formato de óculos. Ganhei do mesmo cara me deu mangas no amigo secreto do ano anterior. E foi sério.
Eu em meu habitat natural em dias de Green Park.
Beleza e estilo
E o Gus continua aparecendo no centro das fotos em grupo
Maio foi mês de undokai! O nosso último undokai! Mas quase como tradição, deixamos as coisas para a última hora, ainda mais com a correria das coisas da formatura, de tickets, dinheiro e pedidos. Mas, como sempre, ficou linda a nossa apresentação! Só foi ruim depois, porque como somos sedentários, no dia seguinte acordamos com a deliciosa sensação de que um caminhão passou por cima da gente. Duas vezes.
VAM COMEÇÁ TUDINOVO
E a apresentação do time branco!
Nesse mês aconteceu uma das coisas mais, digamos, chatas do ano. Fiquei preocupada, deu aquele aperto no peito que dói sem fim...Mas dessa parte do mês eu só quero lembrar do que foi bom no meio disso. No quanto eu vi que existem pessoas que realmente se importam, no quanto certas pessoas são importantes para mim e no quanto eu tenho amigos fodas. Gente incrível, que gosta mesmo um do outro e é capaz de coisas que ultrapassam seus limites para proteger e cuidar um do outro.
Assim foi Maio.
JUNHO- Foi, definitivamente, o mês da festa junina. Ao todo fui em três!
Primeiro foi a nossa! Um dia cheio de corre pra lá, corre pra cá, churros, pastel e travestis.
A segunda foi a festa junina da Mai! Sem o corre pra lá e pra cá. Mas com churros, pastel e travestis também. Só que dessa vez eu não conhecia as ~meninas~.
A terceira festa junina foi com corre pra lá e pra cá, teve churros, pastel, só que dessa vez não teve travestis! Foi mais para arrecadar dinheiro para a formatura.
Tamy simpatia JULHO- Foi um mês mais calmo, sem eventos de grande porte. Só digo que foi à partir desse mês que dia 16 passou a ser um dia mais bonito, todo mês! Não vou falar muito porque quero falar logo do mês seguinte!
AGOSTO- Aaaah Agosto! Como eu gosto desse mês! É mês de aniversário! E esse ano foi mês de shows!
Dia 16 foi um incrível! No dia anterior eu estava triste porque não ia no show do Death Cab for Cutie, mas aí o Igor disse que iria comigo, o problema estava no ingresso. Compramos eles um pouco antes do show, foi felicidade demais! O show começou com essa música e o olho já encheu de lágrima :')
Logo depois do show, aconteceu uma das coisas mais lindas do ano! Eu e o menino Igor começamos a namorar (isso mesmo, namorando!). E tudo foi lindo do nosso jeito. Um dia eu escrevo um texto sobre isso.
Mas eu tinha que sair correndo do show do DCFC porque eu tinha que ir para outro lugar para ver outro show...................................DO NX ZERO! Isso mesmo. Nx zero.
E posso dizer que foi lindo demais! Que eu chorei feito um neném, que nós (um beijo para as meninas!) cantamos muito, e que eles são muito carinhosos com a galera! E fomos até com camiseta personalizada, ai ai.
Estamos na grade, eu estou de short quadriculado, tentando fugir.
E foi mês de Fuji-Q também! Nunca tinha ido, estava super ansiosa porque adoro montanha russa! Na noite anterior teve pizza! =)
Todos bonitos, com esse efeito de instagram. (eu juro que tenho mais vestidos)
sua foto na montanha russa < nossa foto na montanha russa
E assim terminou Agosto, foi um mês lindo, cheio de amor!
SETEMBRO - OKINAWAAAAAAAAA! Isso pode resumir Setembro. Foi o mês da nossa viagem de formatura! Tanto problema, tantos dias de espera e finalmente havia chegado o dia! Okinawa é um lugar incrível, com uma história cheia de emoções e pessoas simpáticas! Sem contar no clima (e o abacaxi) delicioso de lá! As cores são diferentes, o céu era diferente, de igual só tinha a gente!
Foi bonito do começo ao fim!
<3
"Hoje é pra ir bonita, hein!" OUTUBRO- No começo de Outubro fui ver o teatro de um amigo meu, o Gust. E foi incrível! Foi muito bom ter ido lá! Sentir a energia boa do palco, lembrar do porquê eu quero fazer teatro e matar saudades é sempre bom! Teve uma cena com uma coreografia incrível, que não tinha fala, mas me passou uma sensação muito boa e uma emoção muito grande! Saí de lá bem mexida, meio emocionada, feliz por ver um amigo no palco e triste por eu estar tão distante dos palcos. Mas foi bom!
Primeira vez que vi ele foi em cena! É sempre legal reencontrar ele assim! =)
Dia 20 foi a formatura! Digo, a festa de formatura! Depois de muito desentendimento, de correr atrás de um monte de coisa, de muitas festas juninas, de um monte de coisa. Havia chegado o dia de colocar o vestido bonito e maquiagem na cara! Foi uma noite cheia de emoções, meninas bonitas e meninos charmosos de terno!
E depois teve dia da cultura e formatura. Sim, festejamos a formatura antes mesmo dela acontecer!
Outubro foi mês de chorar.
NOVEMBRO - Foi um mês esquisito. Já não tinha mais aula. Eu não tinha mais um abraço de bom dia da Jé todos os dias. Eu não almoçava mais com as meninas. Eu não passava a tarde conversando. Eu estava em casa ou trabalhando. Tirando os dias que eu saí com o Igor, foi um mês bem ruim.
Pensar que amigos meus estavam na preparação para o vestibular e eu estava aqui. Tão longe. Fiquei feliz por eles, por ver que estavam no caminho para o que querem, mas ao mesmo tempo ver tanta gente aqui me deixou bem triste. Com uma sensação de "não era assim que tinha que ser".
Foram muitos dias que passei sobrevivendo. Respirando fundo e pensando que aquilo só era um dia ruim, tempos ruins, mas que ia passar alguma hora. TINHA que passar. Pensar que é preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê!
Em Novembro foi o aniversário da Bianca, fiz um vídeo!
Novembro passou arrastado, arrastando.
DEZEMBRO- Não sei explicar o porquê, mas não gosto muito de fim de ano. Mas até que esse mês foi bom! Fui patinar no gelo com o Igor e apesar de eu não saber patinar foi legal! Comprei pequeno príncipe em inglês (agora tenho em inglês, português e japonês!).
Dia 16 tatuei 5 estrelas (a tatuagem do post anterior) Quando fomos pra Nagoya patinar, tinha uma árvore de natal no prédio!
E teve Green Park no aniversário do Bruno! Deu para matar um pouco da saudade de um monte de gente!
E assim foi 2012 da visão geral de cima da montanha. Se for pra eu ver de perto, ele não tá bom assim não. Vou trabalhar dia 31 e no começo de Janeiro também. Mas não posso pensar assim, logo vou ter algum motivo bom pra ficar feliz. Se não tiver a gente cria.
Eu queria agradecer à todo mundo que fez desse ano um ano incrível e lindo! Estou constantemente cheia de saudades de um monte de gente. Quero dizer que fico muito feliz em ter conhecido a Milena e por ter passado poucos, porém divertidos meses com ela! E também por ter conhecido o Walter e Rubis esse ano, esses dois são pessoas de corações incríveis e eu tenho a sensação de conhecer eles há anos! Dizer pra Jé que eu amo muito ela! Pra Gê que eu sinto saudades dela, pra Nati que eu quero ver ela feliz e pra Bianca e pra Ká que eu me orgulho delas sempre! Dizer para o Gus que eu tenho um orgulho enorme dele e torço muito para que ele consiga tudo o que ele quer na vida, porque ele é foda! Falar para a Yu, para o Yoozen e para todo mundo que tá no Brasil e eu não vejo há tanto tempo, que eu sinto saudades e não vejo a hora de revê-los! Falar para a Fabi, que ela é a baixinha mais linda e que eu espero que ela tenha coragem para enfrentar seus medos. Falar para o Mike que apesar de não parecer, eu me importo e me irrito com a falta de tempo que me persegue, e que ele é importante demais para mim! Agradecer a Tamy por ela ser minha luz, ser uma estrelinha que brilha e me deixa melhor sempre! Falar para o Massa que eu quero o bem dele sempre, para o Bruno que eu sempre admiro ele e que ele é um cara incrível e falar para o Rafa que ele não faz ideia do quão lindo (em todos os sentidos) ele é! Agradecer a Rie por aguentar meus ataques e dizer que eu penso nela quando as coisas estão difíceis e que ela é um pedaço enorme de mim, que sem ela seria esquisito e que vai ser assim sempre!
Aqueles agradecimentos de sempre, porém não menos sinceros, à minha família, que cuida de mim quando eu não consigo fazer isso sozinha, que me é meu porto seguro e me dá a segurança de ter sempre um lugar para voltar, quando eu não souber para onde ir.
E falar para o Igor, que eu sou muito feliz em tê-lo comigo. Que às vezes eu sou exagerada, louca e chata, mas eu não faço por mal. Dizer que a gente não pode resolver todos os problemas e curar todos os medos um do outro, mas que juntos a gente divide tudo isso e torna isso mais fácil. Que esse ano eu encontrei alguém que me faz feliz, que me faz sorrir, que me dá bronca quando eu estou errada, que me faz mais forte, que me diz que vai ficar tudo bem, alguém que torna melhor os meus dias mais ruins...e que esse alguém é você. E que eu te amo tanto! :')
No final, eu não posso reclamar, eu tenho amigos incríveis, tenho o melhor amigo-namorado-lindo do mundo, tenho uma família onde se dá abraço em conjunto, num abraço desajeitado mas cheio de carinho. Que venha 2013! E que vocês consigam sempre arranjar motivos para ficar feliz, mesmo que no meio de dias ruins, mesmo no meio dos medos, mesmo com todos os problemas.
Feliz Ano Novo, de novo. =)
Se cuida! Com carinho,
Tayná mi.
ps: Se eu esqueci de citar você nesse texto, brigue comigo nos comentários, pelotwitter,facebookou por email (para: taynamiessa@gmail.com). Que aí eu mando uma mensagem cheia de carinho para você!
...porque sou um hotel de luxo! Brincadeira haushauhsa
Domingo passado (16/12/2012) eu tatuei cinco estrelas. (Pra localizar vocês)
Um cara gente boa demais, que tem disciplina e honestidade tatuados nas mãos e que leva isso como coisa pra vida, que é mais conhecido como Doido, tatuou elas! Vocês não tem noção de como eu estou feliz!
Significado é bem manjado até, aliás, é o mesmo que uma menina que eu conheço fez dias antes (beijo, Karen!). Foi bem engraçado quando fiquei sabendo que ela fez a tattoo dela com o significado parecidíssimo com a que eu pretendia fazer. De primeira pensei: Vão achar que eu vou estar copiando ela aff. Mas aí depois nem liguei mais não, se fosse pra ser original eu tatuaria um unicórnio usando uma camiseta do kiss.
A pessoa quer tatuar ESTRELAS e ainda quer se sentir original. Ai, ai eu.
Continuei com a ideia porque significa muito pra mim! Para começar, meu nome significa estrela e eu faço aniversário dia 5. As quatro primeiras, representam minha família. A quinta estrela me representa, e representa também todos aqueles que eu vejo como guias, que não me deixam perder o meu caminho, que me falam "Vai, Tayná, que você vai conseguir o que quer, é só tentar". Todo mundo que eu amo, que me dá força, que tá comigo quando meu mundo desaba, quando eu perco a força, o brilho, o sorriso e as vontades.
É fácil estar do lado quando a pessoa está bem, feliz e simpática. Mas não é fácil aguentar minha tpm, minhas vontades de chorar, escutar meus medos, cuidar de mim quando eu não consigo fazer isso sozinha.
Aliás, confesso agora uma coisa. Eu não consigo sozinha. Tem gente que fala que tem que se amar, tem que saber ficar sozinha, não pode precisar dos outros. Eu acredito parcialmente nisso. Acredito que você tem que encontrar paz consigo mesmo, que a solidão não pode ser perturbadora. Mas eu acredito também que eu não ia ter forças se eu não tivesse meus amigos comigo. Eu não me aguentaria.
Não é que a dor vá sumir, o medo vai passar, mas é que quando a gente divide, fica mais leve de levar, né?
Então é para lembrar que eu tenho muita gente para orgulhar, que eu tenho estrelas que me guiam, que vocês (não vou citar o nome aqui, porque vai que eu esqueço de alguém) são partes fundamentais da base que eu criei para me manter de pé. Que quando eu escrevo carta, mando mensagens ou falo algo para você, eu falo do fundo do meu coração e faço de você parte da minha quinta estrela!
Uma amiga minha falou que não vai caber porque meus amigos são todos gordos hahahaha <3
Mensagem final para vocês, que um cara de uma banda chamada Tópaz diz e que eu gosto muito: Mais amor, menos rancor! =)
ps: Tem uma galera que falou que não consegue comentar :(
Não sei como resolver esse problema hehe, mas digo que aceito emails também! (para: taynamiessa@gmail.com)
Hoje, dia 1 de Dezembro de 2012, faz exatamente um ano que estou trabalhando. Não trabalhando, mas fazendo baito (ou abrasileirando os fatos: fazendo bico). Pode parecer coisa pequena, mas eu estou orgulhosa de mim. Não me sinto completa, lógico, mas me sinto feliz!
O começo foi difícil. Decidi que eu precisava trabalhar lá por Março de 2011, porque 2012 seria meu último ano, ia ter formatura, viagem para Okinawa e duas apostilas por bimestre para pagar. Decidi que seria bom tanto financeiramente como uma boa experiência na vida. Então eu comecei a procurar.
Como eu estou no Japão, se eu fosse procurar um baito, decidi que ia ser em algum lugar japonês, não em lojas brasileiras (para melhorar mais uma língua, nada melhor do que usar ela, certo?). Comecei a procurar nos classificados, porque lá tem uma parte só de empregos voltados para estudantes do ensino médio. Primeiro liguei para onde a maioria das pessoas que estudam-trabalham ligam: Mc Donalds. E não deu certo, disseram que já tinham muitos estrangeiros lá...eu não devia ter ligado, eu devia ter ido lá direto (ficou aí o aprendizado para a próxima). Tentei no Saizeriya, liguei, marcaram entrevista, fui lá, disseram que iam ligar em três dias caso eu fosse contratada. E não ligaram.
Depois liguei para uma creperia, o homem que atendeu perguntou se eu era de outro país (ainda não consegui tirar totalmente o meu sotaque na hora de falar), falei que sim, ele deu uma desculpa esfarrapadíssima dizendo que lá não aceitavam estrangeiros por causa da maneira que eles falam...SENDO QUE eu estava falando o japonês mais formal possível no telefone. Okay, não deu. Xinguei e bati nele (na minha cabeça, claro).
Quando você é recusada duas vezes por ser estrangeira (algo que não dá para "arrumar"), e depois de passar por uma entrevista e não te ligarem depois, desanima um pouco...Mas aí restou um pouquinho de esperança. Fui na pizzaria que existe há um bom tempo aqui perto de casa e que eu nunca tinha percebido a existência até começar a procurar freneticamente por placas de "procura-se ajudantes". Liguei, e consegui marcar uma entrevista. Fui lá, fui contratada e faz um ano que estou com as pizzas.
Os primeiros dias foram difíceis. Brigaram comigo por causa do meu sotaque e do meu jeito de falar. Mas assim, eu sou brasileira e não falo japonês a toda hora, eu TENHO sotaque. Mas eles não entenderiam isso. Então eu aprendi. Chorei, fiquei triste, mas me esforcei e vi que melhorei muito no quesito sotaque.
Claro que eu pensei em desistir, em jogar tudo pro alto e falar que não queria mais. Mas aí eu tinha que pagar a viagem de formatura, e tinha um objetivo maior: juntar dinheiro para não passar apertada a passagem de Japão-Brasil, eu quero fazer teatro e vou sustentar meu sonho! No final das contas eu paguei a minha viagem para Okinawa, paguei quase todas as apostilas desse ano, e não pedi mais dinheiro para os meus pais. Ganhei uma independência financeira ENORME e só tinha 16 anos (fiz 17 em Agosto). Mas acabei não juntando muito. (Fica aí a dica: JUNTE. Nem que for pouco.)
Quando eu acordo sem vontade de ir trabalhar, ou quando estou cansada e tenho que ir, eu finjo que aquilo é uma peça. Que eu tenho que fingir ser uma atendente de uma pizzaria. Que é um papel necessário para chegar ao palco. Um ensaio :')
Queria agradecer todo mundo que me ajudou e me ouvir reclamar. Ia ser três vezes mais difícil se eu não tivesse meus amigos! E dizer que eu eu acho mágica a maneira como a gente consegue tirar força de onde não tem, quando pensamos na família e nos sonhos!
Meu lugar não é lá, eu não amo o que faço (ainda!!). Mas eu não posso parar de sonhar grande e ir tentando. E eu não vou parar aqui.
Se for preciso eu vou ter dois empregos. Um que sustente meu corpo e outro para eu alimentar a alma.
Se você leu até aqui, obrigada! Um abraço apertado e se cuide =)
Textos Aleatórios. Que eu escrevo quando dá vontade, quando tem impulso, quando não dá para controlar e saio correndo em busca de papel e alguma coisa para escrever. Inspirado em pessoas que eu conheço, em desconhecidos e às vezes em mim. São textos de momento. Talvez eles caibam no seu momento também. Acorda de manhã, toma café e vai tomar banho. Gosta de sair mais cedo da cama para ter mais tempo de se arrumar. Ela deixa o cabelo secar naturalmente porque acha que fica melhor assim. Se maquia, coloca as roupas escolhidas na noite anterior e começa a escolher as mentiras que vai vestir hoje.
Pensava em cada movimento que faria e nas palavras que ia dizer, não sabia seguir seu coração. Não existia verdade nos seus olhos. Sorria apenas quando necessário. Ela era egoísta, só pensava em quanto aquele ato ia lhe favorecer, em quanto ela poderia ganhar com isso. As pessoas eram degraus, ela queria subir.
Tinha uma vida profissional boa, correu atrás do que queria, da única vontade dela que saía do coração. Ela também vivia saindo em colunas sociais de revistas, rodeada de glamour, de amigas bonitas, de sorrisos para foto. Volta e meia aparecia com namorado novo, mas não durava muito.
Chega em casa, tira os sapatos e sente a felicidade em aliviar os pés. Toma um banho, come alguma coisa e sente saudade. Ela era cantora e naquela noite cantou sobre o amor para mais de 200 pessoas. Duzentas pessoas que que tinham alguém naquela noite. Sentia vontade de ligar, não tinha ninguém. Nenhum dos 97 contatos no seu celular, nenhum dos 17 colegas do tempo de escola e nenhum dos seus 5 ex-namorados. Queria mudar, mas deixava sempre para mais tarde, para depois.
Deixou isso de lado, escolheu as roupas que vai usar no dia seguinte e se deitou junto com a solidão.
É muito fácil mergulhar de cabeça em alguma ideia e fazê-la. Daquelas coisas que você pensa: "Vou fazer de tudo para que isso aconteça, não importa se tem gente no meio, vou fazer.". Não sei se é porque sou muito boazinha com todo mundo ou porque acho que todo mundo pode mudar (até mesmo aqueles que não parecem ter solução), mas acredito que não é atropelando tudo o que estiver na sua frente que a felicidade vai acontecer.
Claro que acredito que não podemos nos deixar de lado e se preocupar só com os outros, se a gente vai se deixando muito de lado tem uma hora que os outros vão fazer isso também. Mas eu acredito que antes de prosseguir, devemos ter certeza de que não tem nada largado pra trás, nenhuma história mal resolvida, nenhuma mágoa e nenhum coração partido. Porque aí o tempo não cura, só faz esquecer.
É clichê, mas não estou aqui pra inovar, vamos ser clichê e falar de amor. Quando é amor, não é só você que tem problemas, não é só você que tem seus motivos, não é só você. São dois. E são duas vidas, dois corações.
Acabei de ler um texto da Débora Pimenta (do blogMemórias da pedra no sapato) onde ela fala sobre como devemos amar um homem, vale muito a pena ler (link para o postaqui). Tem uma parte em especial que deve ser compartilhada.
"Devemos amá-los como eles são. E não pelo que poderão ser, depois que os mudarmos. Porque não devemos mudá-los. São maravilhosos do jeito que os conhecemos, ou não teríamos nos apaixonado. E se não são tão maravilhosos assim ou aceitamos, ou deixamos seu caminho livre. É assim que se ama uma pessoa."
Ou deixamos seu caminho livre. É assim que se ama uma pessoa.
Se você, menina, não quer nada sério, deixe isso claro desde o começo (aliás, vale para ambos os sexos). Deixe tudo sempre bem esclarecido, ninguém lê a sua mente. Como esperar que alguém te entenda ou te adivinhe se você mesma não sabe fazer isso? Porque eu vou falar uma coisa pra vocês, quando um cara gosta mesmo de você, ele vai se entregar de coração. E se você não saber cuidar bem dele, dependendo de como ele for, você vai machucá-lo e leva tempo pra ele se recuperar, pra ele se sentir confiante de novo, pra ele se permitir novamente.
É só isso que eu queria falar. Que é pra gente correr atrás da nossa felicidade, do que nos faz bem e aprender a dar uma segunda chance pra você mesmo. Não é porque uma mulher é/foi de um jeito que as outras vão ser assim também. Mas sem atropelar a felicidade dos outros, sem deixar trauma em ninguém. Pessoas não são objetos pra fazer ciúmes, nomes não foram feitos pra entrar em coleções de "gente que eu já peguei" e coração não é brinquedo.
Acho que deu pra perceber que eu gosto demais do que é produzido no Brasil. Já fiz um post sobre músicas, agora vou falar sobre algumas séries brasileiras que merecem a nossa atenção!
1-Adorável Psicose
Adorável Psicose é uma série de humor exibida pelo Multishow, estreou em outubro de 2010, mas só fui conhecer em 2011. A série é escrita por Natalia Klein, e surgiu à partir do blog dela, o Adorável Psicose. Nos posts ela conta histórias que acontecem com ela, sempre com um toque de humor incrível que só ela tem!
Assistindo a série, dá pra perceber que às vezes aparecem coisas que nos lembram outros seriados, como Friends, por exemplo! (Que é um seriado muito bom também) Sem falar no figurino, que é todo baseado no pin-up, os vestidos da Natalia são os melhores!
É muito bem feito, dou muita risada e me identifico com algumas coisas que acontecem com ela e até mesmo com a própria personalidade de Natalia! Talvez eu seja uma psicótica também.
A parte mais legal ainda, é que os episódios estão no youtube, disponibilizados por Zingo Schneider (Assistam a série pra entender esse nome!)
Aqui um vídeo pra vocês sentirem o gostinho da psicose:
Mais episódios aqui . A terceira temporada sairá em abril!
2- Clandestinos
Essa série eu assisti na tv! E diferentemente de Adorável Psicose, não é uma série de humor, é uma série que fala sobre esses jovens que lutam pelo seu sonho de ser artista! A série fala sobre teatro, que é uma grande paixão e vontade minha, então consequentemente já havia ganhado pontos a favor comigo.
A série foi baseada na peça "Clandestinos" de João Falcão. Foram mais de 3000 pessoas inscritas para a peça, 400 testes foram realizados para a escolha do elenco, 30 foram selecionados para as oficinas e somente metade foi escolhida para o elenco.
Vale a pena assistir! A trilha sonora é muito bem feita e os atores são incríveis!
3- 3%
A série acompanha a luta da passagem dos personagens que vivem "do lado de cá", o lado precário e violento, para o "lado de lá" que é o lado onde dizem que só há coisas boas, onde tudo funciona. Ao completarem 20 anos, as pessoas do "lado de cá" têm a chance de passar por um processo seletivo onde apenas 3% serão aprovados e terão a oportunidade de passar para o lado de lá. Assistindo dá pra entender melhor! Conheci a série através do blog Jacaré Banguela.
Se trata de uma web série e estavam em busca de um canal de tv para viabilizar a série completa, mas isso ainda não aconteceu. No canal no youtube da série tem o primeiro episódio completo.
Continuação aqui .
4- Afinal, o que querem as mulheres?
Essa série de 6 episódios conta a história de André Newman (Michel Melamed, que é também coautor), um homem que em seu TCC tem como tema "Afinal, o que querem as mulheres?". A série é bem interessante porque mostra sobre as vontades das mulheres, o que as tornam tão diferentes, o que as tornam tão irresistíveis aos homens, o que as tornam tão mulheres!
A série conta com um elenco incrível, os atores principais são Michel Melamed e Paola Oliveira (que interpreta Lívia). O tema de abertura é interpretado pelo ator principal também, que tem uma voz lindíssima!
"Afinal, o que querem as mulheres?" tem um formato cheio de mudanças repentinas, cheio de confusões, assim como as mulheres!
5-Separação
A quinta e última série é de humor! E tem um formato bem parecido com Os Normais. Fala sobre as intrigas na vida de um casal, as brigas e tudo isso com muita humor (e amor)!
Assisti essa série pela televisão também, e se tornou uma das minhas séries favoritas! Tá do lado de Os Normais! É impossível não rir!
Aqui vai a primeira parte do primeiro episódio: Parte 2, Parte 3 e Parte 4
Bônus- Uma professora muito maluquinha
Uma professora muito maluquinha é um filme nacional, que nada mais é do que uma adaptação do livro de Ziraldo. Eu particularmente gosto muito de Ziraldo e antes de ver o filme já havia lido o livro "Uma professora muito maluquinha" e posso dizer que o filme é encantador! Vale muito à pena assistir pela história e pelo elenco (olha aí a Paola Oliveira novamente, que por sua vez ficou lindíssima como Catarina!)!
Acho que todo mundo já teve uma professora meio maluquinha, cheia de ideias mirabolantes e com um sorriso encantador! Uma das minhas primeiras professoras era assim, a gente chamava ela de Elis Feliz, ela vivia sorrindo e consigo lembrar até hoje de como eu ficava feliz ao ver ela!
O filme tem gostinho de infância.
Hoje fazem exatamente 10 anos que eu conheço a Jessica. E que somos amigas também. Fazem 10 anos (e alguns meses) que sou amiga da Karen e da Bianca também. É, minha gente. O tempo voa!
Queria deixar registrado em algum lugar o quanto elas representam na minha vida, cada uma delas. Quero gritar pro mundo o quanto elas são importantes.
Vamos por ordem alfabética.
Bianca. Mas eu chamo de Bi. Desde pequena com um gênio forte, teimosa, nem sempre sabe bem o que quer, mas quando sabe, tem certeza de que é aquilo mesmo o que escolheu. Quem não te conhece direito, se assusta com seu jeito "delicado" de ser. (Quem te conhece se assusta também haha) Mas tem seu lado dócil, meigo e carinhoso.
Ela é uma sonhadora! E a gente às vezes sonha junto. Viaja nos sonhos, nos planos pro futuro. A gente já achou que amava alguém, e que isso ia ser pra sempre. E achou também que ia dar certo. Mas não foi bem assim. Não deu certo e também não foi pra sempre.
Somos corações de manteiga. A gente chora, sempre chora. Quando alguém vai embora, quando alguma coisa dá errado, quando a gente acha que nosso mundo vai desabar. Enfim, a gente chora.
Uma vez você foi embora, foi pra longe. A gente chorou (não falei que a gente chorava?), foi bem difícil, mas você contou comigo, a distância não separou a gente! Mandávamos emails, conversávamos no msn. Assim como tem que ser! Dividíamos aquilo que era pesado demais pra gente. Aí você voltou.
Eu odeio quando você é teimosa demais. Mas amo a sua força de vontade e adoro a maneira como você não liga para o que os outros falam ou pensam sobre você. É sempre bom ter ataques de riso com você. A gente sabe que pra uma foto ficar engraçada, é só dar zoom na minha cara.
Se fosse pra eu dar uma coisa pra você, eu daria paciência.
Jessica. Mas eu chamo de Jé. Desde pequena já era inteligente e um pouco mais adulta que todo mundo. Sempre cativou as pessoas, é impossível não amar essa menina! Ela é criativa, escreve bem e é uma fofa!
A gente pode não andar sempre junto, mas a gente sempre está lá uma para a outra. Ela é um abraço que falta, um conselho que a gente precisa ouvir, uma certeza boa de se ter.
Nós temos uma ligação engraçada de se explicar. Cantamos musicas horríveis, sabemos cantar essas músicas horríveis. Somos engraçadas mesmo não tendo pinto (não tente entender).
Acompanhou e participou de decisões importantes que tomei. Me ligou só pra contar que aconteceu um negócio. E agora que esse negócio aconteceu? O que esse negócio significa? Ai Jé, você e seus negócios...
Nós temos nossas crises, nossas paranóias, nossos devaneios, nossas histórias!
Karen. Mas eu chamo de Ká. Quando pequena, era mais quietinha, chorava por não querer tirar foto com todo mundo, contrariava todo mundo, sempre escolheu azul quando todo mundo quis rosa.
Agora tá bem diferente. Cresceu, tá mais madura, deixou de ser menininha e agora é mulher! Se arruma mais, se cuida mais e se gosta mais.
Quando eu cheguei já estava aqui. Sempre esteve aqui. Esteve comigo durante todo esse tempo. eu lembro que antes ela não era muito emotiva. Guardava o que sentia lá no fundo, e não dividia com ninguém. Mas isso também mudou! Aprendeu a falar o que sentia, a chorar quando alguém vai embora, aprendeu a sentir o que antes não sentia.
A gente já teve fases mais distantes, mas agora estamos bem unidas. A Ká é uma pessoa incrível! É educada, até demais, tem horas que dá vontade de dizer: Tá proibido usar o termo "senhora" a partir de agora. É meiga, é sincera, é chata quando tem que ser e desenha super bem.
Eu sou muito grata por ter vocês na minha vida. Por ter crescido com vocês. A gente sabe que é difícil ter alguma coisa a longo prazo com essa loucura que é viver no Japão. A gente conhece alguém, essa pessoa se torna importante e quando você menos espera, ela está voltando pro Brasil. Bem, não sei se posso chamar de sorte isso que fez a gente permanecer por perto, mas sou grata. É bom ter algumas certezas no meio de tanta coisa provisória.
Esse ano é diferente, né? Todos vamos pra algum lugar. A gente vai realmente se separar. E não é só durante as férias, dessa vez a saudade vai ser a longo prazo. E eu estou sentindo saudades desde já. Porque uma de nós está já indo embora. Não que isso seja triste, pelo contrário! Vai ser bom, ela vai crescer, conhecer gente nova, vai começar a caminhar em busca do que quer, vai descobrir o que realmente quer. Vai ser bom.
Só de pensar já dá um nó na garganta, um aperto no coração. Mas eu juro que vou tentar chorar pouco. Tá, não dá. Confesso que rolaram umas lágrimas escrevendo o texto. Mas não é tristeza. É um pouco de medo, tristeza e alegria junto. Nós crescemos. Nossos caminhos vão ser diferentes daqui pra frente. Mas a gente sempre vai se achar por aí.
Não vai ser distância e nem tempo que vão tirar vocês da minha vida. Vocês estarão sempre comigo, nas minhas melhores lembranças, nas histórias que eu tenho pra contar.
Sabe, agora eu entendo esse sentimento de amigo de infância. É gente que te conhece melhor do que você, que cresceu junto e que vão estar de uma maneira ou de outra, sempre presente na vida da gente.
Obrigada por tudo o que vocês fizeram, por tudo o que vocês representam, obrigada por serem parte da minha vida e de quem eu sou hoje.