14 de abr de 2013

Te mandei uma indireta, vê se chegou

Eu não acredito em você, não acredito na sua foto feliz com os amigos, não acredito no teu sorriso. Você não me desce pela garganta. Fica ali, entalada pra sempre, incomodando sem motivo.
 Isso importa para alguma de nós? Não. 

 Mas fazer o que né? Tem gente que o SANTO NÃO BATE, aí você não gosta. Não conhece direito, mas não gosta e não acredita. E nem faz questão. Uma pedra no sapato que quanto mais você chacoalha, mais você se irrita, porque ela não existe. E você tá lá, feito um babaca dançando com o sapato na mão. 

 Tem gente que me interpreta errado (ou acontece o contrário) e assim fica até o dia em que conversamos. Uma coisa que eu aprendi na minha vida é que a primeira impressão é sempre a errada, e nunca é a que fica. Já não fui com a cara de muita gente que hoje eu tenho um carinho enorme. (ei você que acha que eu sou uma babaca/louca/chata vem conversar comigo pra gente mudar essa idéia) (ou pra confirmar que eu sou realmente uma babaca/louca/chata mesmo e que nos odiamos para sempre)

 Eu gosto das pessoas, sabe? Mas tem uns dois, três que não adianta, não me convencem. Não que precisam convencer..................a paranóia é minha, o ódio é meu e a vontade de odiar gratuitamente também é. 

 Eu só queria saber se as pessoas sentem isso também, ou se devo buscar tratamento. 

 Grata. 

 Atenciosamente, 
 Tayná mi.

8 de abr de 2013

TA: Sem promessas

Textos Aleatórios. Que eu escrevo quando dá vontade, quando tem impulso, quando não dá para controlar e saio correndo em busca de papel e alguma coisa para escrever. Inspirado em pessoas que eu conheço, em desconhecidos e às vezes em mim. São textos de momento. Talvez eles caibam no seu momento também. 

  Eduarda não prometia nada que abrangesse algo além de uma semana. Ela não gostava, achava que o mundo era enorme e aconteciam coisas demais. E era demais dizer "para sempre". Um dia ela conheceu Paulo, começaram a sair, dividiram segredos, começaram a namorar em uma semana. As pessoas ao seu redor metiam suas fuças onde não deviam e diziam: Mas é cedo demais para firmar compromisso algum, vocês estão se precipitando! 

 E quem disse que ligavam? Eduarda e Paulo saíam, iam ao cinema, aos bares, trocavam cartões, transavam, viajavam, brigavam e se amavam. Mas nunca disseram que amavam para sempre. Era um eu te amo simples, sem promessas, às vezes acompanhados de apelidos, ou acompanhados de "muito, sabia?, como nunca amei ninguém". Mas sempre sinceros, sem o peso nenhum que o "para sempre" tem. 

 Carol fazia promessas, às vezes cumpria, às vezes não. A promessa podia ser para amanhã ou para sempre. Ela acreditava, pelo menos no momento em que prometia, que as coisas seriam assim. Para sempre. Um dia ela conheceu Pablo, começaram a sair, dividiram segredos, começaram a namorar em uma semana. As pessoas ao seu redor metiam suas fuças onde não devem e diziam: Mas é cedo demais para firmar compromisso algum, vocês estão se precipitando! 

 E quem disse que ligavam? Carol e Pablo saíam, iam ao cinema, aos bares, trocavam cartões, transavam, viajavam, brigavam e se amavam. Na primeira vez que disseram que se amavam, prometeram: Eu te amo para sempre. Mas era um eu te amo pesado, com promessas, às vezes ditas sem importância, sem se olharem nos olhos, sem um beijo depois. Se amavam muito, mas foi só no começo, depois só continuaram se amando por inércia. 

 Mas amor assim não dá. E eles sabiam disso. E foi assim que acabou o amor eterno de Carol e Pablo.  

 Eduarda e Paulo se casaram, não com os votos da igreja, criaram seus próprios votos. Eduarda respondeu ao pedido de casamento assim:
 "Não faço promessas, você sabe, mas gosto de dividir meus medos, as contas e a vida com você. Vamos fazer isso no nosso tempo. Nosso amor é livre, somos livres para deixar o outro. Nós sabemos, mas não queremos. Eu te amo e esse amor só aumenta a cada vez que te vejo, que te beijo. Vamos nos casar!" 
 Tiveram dois filhos, três cachorros e nenhuma promessa que durasse uma eternidade. De vez em quando se desentendiam, mas se entendiam em menos de dois dias. E se apaixonavam um pelo outro. E foi assim até o fim da vida. 

 Era um amor de Vinicius de Morais. E foi eterno enquanto durou.